A integridade costuma ser vista pelo ângulo da moral, como a honestidade. E esse jeito de ver é muito importante, porque quem tem integridade é confiável.
Portanto, ver por esse ângulo é um incentivo, para se desenvolver a integridade. Mas eu vou tratar aqui de outro jeito de vê-la. E que é mais um incentivo para desenvolvê-la.
Vou partir do que é essa virtude, segundo o escritor Stephen Covey. E, depois, vou contar uma história de um homem que conseguiu a independência de seu país, com o poder da integridade.

Os 7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes…
… foi um BestSeller. No livro, Covey disse: “A integridade é adequar a realidade a nossas palavras – em outros termos, manter as promessas e preencher as expectativas. ”
Dessa frase citada acima, eu não me lembrava. Mas, mesmo fazendo 28 anos que o li, desta não me esqueci: “A honestidade é dizer o que faz e a integridade é fazer o que diz”.
É um pai dizer a seu filho que vai levá-lo ao cinema amanhã e levá-lo. É você dizer que vai criar os vídeos do curso que vai ministrar e criá-los.
Integridade, então, tem a ver com fazer, com realizar
E mais, integridade é uma Ferramenta Interna de Poder, que faz uma tripla aliança. Uma consigo mesmo, basta ver como você se sente, quando realiza o que se propôs na agenda.
Outra com o outro, seja um humano, um animal ou até uma promessa que você lança no ar… Há também uma certa alegria ao se realizar o que se propôs, embora passageira.
Mas não é passageiro o sentimento de poder somado a sua autoimagem. E a Terceira Aliança é com algo que está em você, mas que o transcende. É com sua razão de viver, seu sonho, sua missão.

Mas por que a integridade é uma Ferramenta de Poder?
Veja o zíper acima. Ele tem duas “missões”: abrir e fechar a jaqueta. E, para realizar sua “missão”, ele tem um cursor e duas cadeias de dentes.
Mas, quando o zíper não funciona, ao movimentar o cursor, ele não consegue realizar seu propósito, o de abrir e fechar a jaqueta. Porque ele não encaixa os dentes, não os integra.
Então, a ação no zíper perde o poder de realizar seu propósito. Ao mover o cursor, o tempo passa, mas nada é realizado. E quando a integridade de alguém não funciona, ocorre algo semelhante.
Então, imagine que uma cadeia de dentes do zíper…
… seja o que a pessoa faz. E a outra seja o que ela fala. Não tendo integridade, ela não integra o que faz ao que fala. Como o zíper que não integra a cadeia de dentes de um lado a do outro.
O movimento do cursor, ou seja, nossa ação, ela perde o poder de realização. Não conseguimos usar a Ferramenta de Poder da integridade. O tempo passa, mas não se realiza o que se quer.
A falta de integridade é uma limitação. De tanto dizer e não fazer o que disse, perde-se o poder de realização. E segue-se pela vida, como o cursor de um zíper que não realiza seu propósito.
A falta de integridade limita nosso Poder de Realização
Quem não gostaria de ter uma varinha mágica para realizar propósitos e desejos? Não temos essa varinha, mas temos para isso uma ferramenta invisível, por ser interna.
É a ferramenta que nos dá poder para fazer acontecer o que queremos. É o que mantém a aderência de nossa ação com o sentimento de que vamos fazer, ao dizermos que vamos fazer. Ou seja, a integridade.
Gregg Braden, cientista e autor de “A Matriz Divina” disse: “seu sentimento é a oração que você faz para o Universo”. Então, há poder quando se fala com o sentimento de querer fazer.

Só falando, não consigo te passar o que é…
… esse sentimento de verdadeiramente querer e de que vai fazer. É provável você já ter sentido isso. Eu senti isso, ao dizer algo em uma conversa, e ainda trago na memória.
Eu disse que pressentia haver algo que eu precisava mudar em mim, para conseguir realizar um determinado objetivo. Mas quando falei, senti algo incomum.
Senti que estava fazendo uma declaração forte e que era pura verdade que eu queria mesmo realizar tanto aquele objetivo, quanto a minha mudança interior necessária.
Logo após o que falei e o que senti, me dei conta…
… de que não era algo normal ou comum o que aconteceu comigo, enquanto falava. Era apenas uma conversa, mas quando disse o que queria saber, disse sentindo uma emoção intensa.
Em seguida, falei que havia acontecido algo “estranho”, ao fazer aquela “declaração de propósito” espontânea. E ainda mais estranho, foi ter sonhado o que sonhei, na mesma noite.
Esse sonho me respondeu o que eu queria saber: “O que é que eu preciso mudar em mim, para realizar o objetivo que quero? ” E, alguns segundos após acordar, entendi o sonho.
Que sonho foi esse e o que ele me respondia?
Eu não precisei ficar pensando nem analisando o sonho. Outra pessoa que não fosse sua dona poderia fazer a análise que fizesse…, mas quem sabia era eu, o dono dele.
Eu via uma cena em que eu não estava dentro, e foi só isso. Na cena, aparecia uma namorada de uns 20 anos atrás. E eu chorava por não ter conseguido fazer algo por ela.
Quando ainda criança, o pai abandonou sua mãe e ela. E, um dia, ela me disse que eles se falaram, depois de anos. E ele a convidou para visitá-lo na cidade onde morava.
Eu vi que aí havia uma grande oportunidade para ela
Que seria um ponto de virada em sua vida. O roteiro do filme de sua vida tomou um rumo dirigido pela Emoção Insuportável de dor afetiva, naquela separação do pai.
Ela teria a oportunidade de mudar isso e eu a estimulei a ir. Mostrei a ela qual era a oportunidade. Ela levou a sério a possibilidade de ir. Mas depois desistiu.
O que meu sonho me disse foi que, se eu tivesse compaixão, o meu poder de influência seria bem maior. Por isso que no sonho eu chorei, embora estivesse fora da cena.
A imagem que vi no sonho poderia significar…
… qualquer coisa. Mas como era meu, o sonho me transmitiu isso. Segundos após acordar, sem análise e sem pensar, como se fosse um vento tocando em mim, eu soube o seu significado.
E este sonho me respondeu à pergunta que fiz naquela declaração de propósito espontânea, mas carregada de emoção. O que eu precisava desenvolver era a compaixão.
Essa era a chave que eu precisava para abrir a porta que queria abrir em minha vida. Esta era a varinha mágica, para eu resgatar meu poder da integridade. Agora, é comigo.
E esse acontecimento me levou a fazer este artigo
E este artigo, já me fez decidir fazer outro sobre como resgatar a integridade. Vou tratar da solução para resgatar, usando o método de se solucionar um problema emocional.
Mas antes de finalizar este artigo, vou te mostrar, como prometi, uma história sobre um homem que foi uma das melhores ilustrações do que é ter integridade.
Com sua sabedoria, ele era procurado por muitas pessoas, atrás de ajuda para os problemas de suas vidas.
Um dia, uma mãe o procurou com seu filho
– Meu filho come açúcar e açúcar faz mal, disse ela.
O homem que tinha muita sabedoria olhou nos olhos do menino. Em seguida, virou para a mãe e disse:
– Traga seu filho novamente, daqui a 15 dias.
A mãe ficou curiosa, mas levou seu filho pra casa.
15 dias depois, ela volta com o menino. O homem olha novamente nos olhos dele e diz: Pare de comer açúcar, pois açúcar faz mal!
Desta vez, a mãe não conteve sua curiosidade
– Mas Gandhi, por que você não disse isso há 15 dias?
Então, Gandhi respondeu: Porque há 15 dias, eu também comia açúcar.
Esse era o Mahatma Gandhi, e isso, a sua integridade.
Gandhi exalava integridade
E a frase que mais condensa a integridade é dele: “Você deve ser a própria mudança que deseja ver no mundo”.
Ele conseguiu a independência da Índia, sem um tiro sequer. O primeiro ministro da Inglaterra o chamou e reconheceu oficialmente a independência.
Após a morte de Gandhi, Albert Einstein disse que provavelmente as gerações futuras teriam dificuldade para acreditar que um homem como ele tenha vivido na Terra.